quarta-feira, 11 de março de 2015

1 em cada 12 alunos da rede pública não recebeu kit escolar

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http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/03/1601092-1-em-cada-12-alunos-da-rede-publica-de-sao-paulo-nao-recebeu-kit-escolar.shtml

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

País desenvolvido gasta 3 vezes mais com aluno do que o Brasil

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País desenvolvido gasta 3 vezes mais com aluno do que o Brasil

O Estado de S. Paulo
09 Setembro 2014 | 11h 49

Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) calculou despesas com educação em 44 nações


SÃO PAULO - O Brasil aumentou o total de verbas destinadas à educação nos últimos anos, mas o gasto por aluno no País é um terço do investimento feito pelas nações desenvolvidas. Isso é o que aponta um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta terça-feira, 9.


De acordo com o levantamento, o gasto público com cada estudante brasileiro em 2011 foi de US$ 2.985, o que corresponde a R$ 6.789. Já nos países desenvolvidos, o montante de verbas por aluno foi cerca de três vezes maior naquele ano: US$ 8.952, o que corresponde a R$ 20.360.

A OCDE calculou os investimentos públicos de 34 países que compõem a entidade, além de dez parceiros, entre eles o Brasil. Da lista, somente a Indonésia gasta menos do que o governo brasileiro por estudante. Entre as nações com maior investimento per capita estão Estados Unidos, Áustria, Holanda e Bélgica, com despesas na área superiores a R$ 10 mil.

Segundo a entidade, entre 1995 e 2011 os gastos com cada estudante de ensino superior cresceram em todos os países, menos no Brasil e outros cinco. A OCDE ainda aponta que a maioria dos investimentos do governo brasileiro em educação está concentrada no ensino superior.

Por outro lado, o documento aponta que o Brasil emprega mais recursos do que os outros países na área. Enquanto a média da ODCE foi de 13% de todo o gasto público em educação, o governo brasileiro investiu 19% no setor. A fração do Produto Interno Bruto brasileiro investida na educação em 2011, segundo a OCDE, foi de 6,1%.

Admissão. O ministro da Educação, Henrique Paim, reconheceu que os recursos investidos em educação, apesar de terem crescido, ainda são baixos,. Ele destacou, porém, que há perspectivas de melhora.

“É pouco, mas temos perspectivas de melhorar. Temos um PNE (Plano Nacional de Educação) aprovado que define que nos próximos 10 anos teremos de chegar a 10% do Produto Interno Bruto”, disse. “E também há uma fonte de financiamento definida por lei onde 75% dos recursos dos royalties do petróleo e 50% dos recursos do pré-sal para educação”, completou.

De acordo com dados do Ministério da Educação, o valor por aluno investido cresceu 181% nos últimos 10 anos. Nas séries iniciais, 198,6%, do 5.º ao 9.º ano, 173,9%, e no ensino médio, 197%.

Ganhos. O estudo da OCDE também mostra que o Brasil é um dos países onde há maior diferença nos salários de acordo com o nível de formação. Adultos sem o ensino médio ganham, no máximo, 35% menos que aqueles que concluíram essa etapa de ensino.

Já aquele com diploma de ensino superior ganha o dobro do salário do empregado que tem só o ensino médio. Isso, segundo a OCDE, indica a demanda por mão de obra qualificada e a vulnerabilidade dos trabalhadores sem estudo.

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domingo, 7 de setembro de 2014

EDITORAS VEEM PARALISIA DE GOVERNOS

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Vejam Link Abaixo:


http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/09/1510867-editoras-veem-paralisia-de-governos.shtml

Oito visões sobre a crise na USP

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Veja o link abaixo, sobre Oito visões sobre a crise na USP:




http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/09/1512300-oito-visoes-sobre-a-crise-da-usp.shtml

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

ENSINO MÉDIO PIORA EM 16 ESTADOS E FICA ABAIXO DA META ESTABELECIDA PELO GOVERNO.

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Vide link abaixo:
http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/09/1511466-ensino-medio-piora-apesar-de-promessas-de-governo.shtml



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

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Professora tenta suicídio duas vezes após agressões de alunos
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Ricardo Senra e Renata Mendonça
Da BBC Brasil, em São Paulo
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  • BBC Brasil
    A professora Liz*, que diz ter sido atacada diversas vezes por alunos, pediu para não se identificar por medo de represálias A professora Liz*, que diz ter sido atacada diversas vezes por alunos, pediu para não se identificar por medo de represálias
"Dou aula de porta aberta por medo do que os alunos possam fazer. Não dá para ficar sozinha com eles", diz Liz*, professora de inglês de dois colégios públicos da periferia de São Paulo.

Em 15 anos de aulas tumultuadas e sucessivas agressões (de ameaças de morte a empurrões e tapas na frente da turma), a professora chegou a tentar suicídio duas vezes – primeiro por ingestão de álcool de cozinha, depois por overdose de remédios.

"Me sentia feliz quando comecei a dar aulas. Hoje, só sinto peso, tristeza e dor", diz.

A violência contra professores foi destacada por internautas em consulta nas redes sociais promovida pelo #salasocial, o projeto da BBC Brasil que usa as redes para obter conteúdo original e promover uma maior interação com o público.

Em posts no Facebook e no Twitter, leitores disseram que a educação deveria merecer mais atenção por parte dos candidatos a cargos públicos.

Segundo o psiquiatra Lenine da Costa Ribeiro, que há 25 anos faz sessões de terapia coletiva com educadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, o trauma após agressões é o principal motivo de licenças médicas, pânico e depressão entre professores. "Mais do que salários baixos ou falta de estrutura", ressalta.

O problema, de acordo com especialistas consultados pela BBC Brasil, seria resultado da desvalorização contínua do professor, do descompasso entre escolas e expectativas dos alunos e de episódios de violência familiar e nas comunidades.


Lápis afiado
 

A primeira tentativa de suicídio aconteceu assim que Liz descobriu que estava grávida. "Quando vi que teria um filho, fiquei desesperada. Eu não queria gerar mais um aluno", diz a professora, que bebeu álcool de cozinha e foi socorrida pela mãe.

A segunda aconteceu em abril do ano passado, após agressões consecutivas envolvendo alunos da primeira série de uma escola municipal e do terceiro ano do ensino médio de um colégio estadual, ambos na zona sul de São Paulo.

"Começou com um menino com histórico de violência familiar. Ele atacava os colegas e batia a própria cabeça na parede. Um dia, para chamar minha atenção, ele apontou um lápis bem apontadinho e rasgou o rosto de uma 'aluna especial' que sentava na minha frente", relata.

Ela conta que o rosto da aluna, que tem dificuldades motoras e intelectuais, ficou coberto de sangue. "Violência gera violência", diz Liz, ao assumir ter agredido, ela mesma, o menino de 6 anos que machucou a colega com o lápis.

"Empurrei ele com força para fora da sala. Depois fiquei destruída", conta. Na semana seguinte, diz Liz, um aluno de 16 anos a "atacou" após tentar mexer em sua bolsa.

"Ele disse que a escola era pública e que, portanto, a bolsa também era dele. Eu tentei tirar a bolsa, disse que era minha e então ele pulou em cima de mim na frente de todos", relata.

O adolescente foi suspenso por seis dias e voltou à escola. O mesmo não aconteceu com Liz, que pediu licença médica e se afastou por um ano. "Não me matei. Mas não estou convencida a continuar vivendo", diz.


Quadro negro e giz
 

A professora de inglês diz que a gota d'água para buscar ajuda de um psiquiatra foi quando percebeu que estava se tornando "muito severa" com a própria filha, de 6 anos. "Ali eu vi que estava perdendo a vontade de viver", diz. "A violência na escola é física, mas também é moral e institucional. Isso acaba com a gente", afirma.

A educadora diz que, nas duas oportunidades, não procurou a polícia por "saber que nada seria feito e que os policiais considerariam sua demanda pequena perto das outras".

Para a educadora, o modelo atual das escolas estaria ultrapassado, o que tornaria a situação mais difícil. "Na sala de aula, eu dou aula para as paredes. E se o aluno vai mal, a culpa é nossa. Essa culpa não é minha, eu trabalho com quadro negro e giz. Enquanto isso, os alunos estão com celular, tocando a tela", observa.

Em tratamento contínuo, ela diz que está, aos poucos, se afastando do ensino na rede pública. "Dou aulas particulares também. E estes alunos eu vejo crescendo, progredindo", diz.

Abandonar a escola, diz a professora, seria o caminho para resgatar sua autoestima. "A alegria do professor é ver o progresso do aluno. É gostoso ver o aluno crescer. A classe toda tirar 10 é o maior prazer do mundo, vê-los entrando na faculdade é a nossa alegria", diz. "Mas não é isso o que acontece".

*A pedido da professora, o nome real foi mantido em sigilo.
 

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